Os óculos de sol muitas vezes não possuem proteção UV, prejudicando a saúde ocular. É preciso que as lentes recebam tratamento na fábrica para filtrarem esta radiação, não sendo, necessariamente, escurecidas. O filtro deve existir mesmo em lentes incolores (comparemos a importância com o protetor solar para a pele). Portanto, óculos com grau e também as lentes de contato devem possuir proteção UV.

A exposição à radiação UV é silenciosa mas podem causar sintomas imediatos, como fotoceratite (irritação ocular aguda com inflamação da córnea) e fotoconjuntivite (inflamação da conjuntiva), mas mais comumente a longo prazo prejudica a saúde ocular causando as seguintes doenças:

  • Pterígio (carne esponjosa no canto dos olhos): ocorre com maior freqüência em pessoas que ficam muito tempo em ambientes externos e, portanto se expõem à radiação UV solar.
  • Catarata (opacificação do cristalino): o risco de desenvolvimento da catarata diminui com o controle da exposição à radiação UV.
  • DMRI – Degeneração Macular Relacionada a Idade (envelhecimento da parte central da retina): a exposição prolongada à radiação UV e também à luz visível de pequeno comprimento de onda (violeta / azul) podem contribuir para esse processo de envelhecimento, causando uma perda progressiva da visão.
  • Tumores palpebrais: as lesões nas pálpebras são as que têm demonstrado relação mais direta com a exposição à luz solar, principalmente na identificação de lesões malignas.
Dra. Patricia Akaishi

Dra. Patricia Akaishi

Oftalmologista

Médica assistente Hospital das Clínicas FMRP-USP; Residência em Oftalmologia pela UNICAMP; Fellowship em Plástica Ocular, Órbita e Vias Lacrimais pelo HCFMRP-USP; Doutorado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP.