Na era das cirurgias minimamente invasivas, as cirurgias a laser têm ganho espaço em todas as áreas da medicina, inclusive na oftalmologia. O avanço nas técnicas de cirurgia refrativa, cirurgias retinianas, cirurgias de glaucoma, cirurgia de pálpebras é enorme. Atualmente é possível também realizar a dacriocistorrinostomia a laser, através da via transcanalicular.

A dacriocistorrinostomia (DCR) é um procedimento cirúrgico que tem como objetivo formar uma nova comunicação (bypass) entre o saco lacrimal e a mucosa nasal, a nível do meato médio, permitindo assim a drenagem da lágrima por uma nova via de escoamento, através de uma fístula (rinostomia) criada cirurgicamente. É o tratamento padrão das obstruções das vias lacrimais baixas (OVLB), que incluem o saco lacrimal e mais comumente o ducto nasolacrimal. As técnicas clássicas de DCR são a externa (DCR-EXT) considerada padrão-ouro e a DCR endonasal, realizada por endoscopia (evitando assim cicatrizes faciais). As taxas de eficácia descritas em literatura dessas duas técnicas clássicas são de aproximadamente 90 a 95% .

Com o desenvolvimento das tecnologias a laser e fibras ópticas de diâmetro cada vez menores, atualmente é possível realizar a DCR por via transcanalicular, utilizando o próprio canalículo como via de acesso para a confecção da fístula na cavidade nasal. Através dessa via, não há qualquer incisão na pele, músculo orbicular, o local da osteotomia é mais preciso e como o laser é bem absorvido pela hemoglobina, reduzindo-se muito a possibilidade de sangramentos intra e pós-operatórios pelo seu efeito hemostático. Como o trauma tecidual é menor, a cirurgia tem baixa morbidade e é possível realizá-la com bloqueio anestésico e sedação e o paciente retorna mais rapidamente para suas atividades habituais. Suas taxas de eficácia são variáveis, entre 65 e 95%, pois a energia térmica produzida pelo laser na cavidade nasal, estimula a proliferação de fibroblastos, o que pode induzir o fechamento da fístula.

O Dr. Eduardo Feijó, em conjunto com Dr. Roberto Limongi , Dra Juliana Caixeta e a Dra. Suzana Matayoshi modificaram a técnica tradicional alcançando excelentes resultados, em torno de 85% de eficácia da DCR-T.

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