Indivíduos de origem asiática podem ou não ter prega palpebral, a chamada “dobrinha” na pálpebra superior. Aqueles que não a apresentam, muitas vezes se interessam pela cirurgia de confecção da prega palpebral, popularmente conhecida como cirurgia de ocidentalização das pálpebras.

Fotos: banco de imagens

Como é feita a cirurgia de ocidentalização das pálpebras?

A dobrinha pode ser confeccionada por meio de várias técnicas, desde técnicas com incisões mínimas, até técnicas clássicas. A escolha da técnica depende de vários fatores, incluindo a idade e características específicas da pálpebra de cada paciente.

Se houver excesso de pele na pálpebra superior, pode-se associar a blefaroplastia superior (remoção do excesso de pele) à confecção da dobrinha.

Vou perder meus traços orientais?

O objetivo da cirurgia é confeccionar uma prega palpebral compatível com a etnia asiática. É importante ressaltar, porém, que a anatomia de pálpebras orientais apresenta diversas variações em relação a pálpebras não orientais. Assim, procure um cirurgião com experiência em lidar com pálpebras asiáticas, pois inexperiência com esse tipo de pálpebra aumentará o risco de resultados insatisfatórios.

É possível corrigir pregas assimétricas? (quando a dobrinha de um olho é mais alta que o outro)

Não é incomum observarmos assimetria de prega palpebral, ou seja, uma dobra ser mais alta que a outra, ou presença de prega em um lado e ausência de outro em indivíduos de etnia asiática. É possível corrigir essas assimetrias cirurgicamente.

Minha dobrinha é muito baixa. É possível deixar mais alta?

Sim. O paciente pode discutir com o cirurgião sobre as características (altura, formato) desejadas para a prega palpebral.

Como é a recuperação após a cirurgia?

O tempo de recuperação depende da técnica cirúrgica. A técnica de incisões mínimas tem um tempo de recuperação mais rápido, incha menos, porém tem indicação mais restrita. Já a técnica clássica pode ser realizada em qualquer tipo de pálpebra, porém está associada a um maior edema (inchaço) local e a cicatriz fica aparente por mais tempo.


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Dra. Midori Osaki

Dra. Midori Osaki

CRM-SP 38.981 - RQE 39.085

Presidente da SBCPO (2022-2023). Professora Afiliada do Departamento de Oftalmologia da UNIFESP / EPM. Chefe do Setor de Oculoplástica do Departamento de Oftalmologia da UNIFESP / EPM (2005-2016). Doutorado pela UNIFESP.