A ptose palpebral é a queda da pálpebra superior que pode ter causas variadas e acometer diferentes faixas etárias.

Quando a pálpebra superior está bem posicionada ela cobre apenas 1 a 2 mm da porção superior da córnea e quando a pálpebra cobre uma área maior considera-se que há a ptose.

A queda da pálpebra, além do comprometimento estético, pode diminuir a qualidade da visão trazendo distúrbios visuais e interferindo no campo visual.

Os sintomas podem variar de acordo com a intensidade e o paciente pode estar assintomático por ter se acostumado com a posição incorreta da pálpebra ao longo do tempo. Os principais sintomas são dificuldade visual, do campo visual, posição anômala da cabeça (elevação do queixo para compensar a ptose) e cansaço por contrair a musculatura da testa (região frontal).

Um dos tipos de ptose é a chamada ptose aponeurótica ou involucional. Esse é o tipo de ptose mais comum e ocorre quando o “tendão” do músculo elevador da pálpebra superior chamado aponeurose se solta de sua posição normal. Pode ocorrer de forma progressiva e espontânea em pessoas com mais de 60 anos de idade, pessoas que usam lentes de contato durante muitos anos e ainda após traumas sobre a região dos olhos ou mesmo após cirurgias oftalmológicas (como catarata, glaucoma e problemas na retina).

O tratamento para que a pálpebra volte para a sua posição normal é cirúrgico. A cirurgia é realizada para reposicionar o músculo e assim elevar a pálpebra para a sua posição natural. Na maioria das vezes é realizada com anestesia local e uma leve sedação. A técnica para a reinserção deste músculo pode ser realizada através de uma incisão na pele ou apenas com uma pequena incisão na região interna da pálpebra (correção de ptose por via posterior). Com essa técnica é possível obter resultados muito satisfatórios no que se refere ao contorno e posição palpebral e o pós-operatório ocorre com menor inchaço, além de não produzir cicatrizes sobre a pele. Quando há indicação e desejo do paciente a blefaroplastia também pode ser associada a correção de ptose para remoção de pele e bolsas de gordura. O tempo de recuperação é em torno de 5 a 7 dias quando o paciente deve fazer compressas frias e fazer um repouso relativo.

Rodrigo Almeida

Rodrigo Almeida

- CRM MG 30584

DUO Oftalmologia e Plástica Ocular Oftalmologista especializado em Plástica Ocular. .Doutor em Oftalmologia e Cirurgia pela UFMG. Preceptor do serviço de Plástica Ocular, Vias Lacrimais e Órbita do Hospital das Clínicas/UFMG. www.duooftalmologia.com.br